Joalheria grega Zolotas abre sua primeira loja em Paris

No verão escaldante de Atenas de 1968, o tycoon Aristóteles Onassis fez um pedido a sua secretária: “Diga a Zolotas que me mande tudo: anéis, brincos, colares, inclusive cruzes enormes”. A funcionária quase caiu para trás com a ordem, sobretudo porque sabia que as joias não se destinavam à presenteada habitual, a cantora Maria Callas. O pacote de tesouros era para a futura mulher do chefe, Jacqueline Kennedy, com quem ele se casaria três meses depois.

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Jackie, em sua encarnação “O.”, se tornaria a maior garota-propaganda dessa joalheria fundada em Atenas em 1895 pelo ourives Efthimios Zolotas – inclusive desfilando um cinto inteiramente feito de ouro e pedras preciosas com um vestido verde-água.

Apresentada às criações da maison grega por sua irmã, Lee, ela ficou louca pelas peças logo em sua primeira temporada de férias no iate Christina, quando ainda era uma Kennedy.

Outras divas da época a seguiriam: Elizabeth Taylor, Romy Schneider, mais tarde Marisa Berenson e Nana Mouskouri. Todas apaixonadas pelo design que misturava referências helênicas e bizantinas, entre figuras sacras e mitológicas esculpidas no ouro mais puro 18k ou 22k, granulado, entrelaçado ou martelado.

Nos anos 70, o grande must era usar uma peça alegórica da Zolotas, principalmente o bestiário, com cabeças de leão de Micenas, touro, serpentes ou quimeras.

Pois a Zolotas voltou à ordem do dia, com a abertura de sua primeira flagship parisiense, no número 3 da Rue de Miromesnil. O décor leva a assinatura do arquiteto grego Lykourgos Psareas, que usou mármore branco, carmim sobre fundo cinza e móveis de bronze para importar os ares de templo de luxo da sede ateniense.

No térreo, um jewellery bar circular exibe as novas criações assinadas pelo diretor artístico Georges Papalexis, as coleções-cápsula e os acessórios de ouro, prata, couro e aço. No segundo andar, impera uma exposição permanente das peças mais icônicas da marca, desde a década de 50, inclusive exemplares das colaborações com a escultora Claude Lalanne e com a designer Paloma Picasso, nos anos 70.

Num momento em que o ouro amarelo volta à ordem do dia e o mundo ultraconectado direciona os olhos às suas mais ancestrais raízes, a Zolotas é a marca da hora para as clientes mais entendidas e que querem brilhar nesse ainda bem guardado segredo, fora do radar das redes sociais. Um must.

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