O queridinho Mule está de volta!

Há um ano, quando estrelou sua primeira capa da Vogue Paris, Gigi Hadid posou praticamente nua, usando apenas brincos, braceletes e um par de mules Chanel. Com styling da diretora de redação da publicação, Emmanuelle Alt, que surgiu ela própria com mules de bico e salto finos nas semanas de moda seguintes, a imagem da capa anunciava uma mensagem clara: era hora de o polêmico sapato, um híbrido entre o escarpim e o chinelo, ensaiar um retorno.

O modelo, que já apareceu nos pés de grandes damas de Hollywood (Marilyn Monroe) e da história (Madame de Pompadour), viveu dias de glória nos anos 90, quando as versões de cetim e cristais de Manolo Blahnik não saíam dos pés de Sarah Jessica Parker em Sex and the City e das dasluzetes no Brasil ( “combinadas com leggings, t-shirts e blazers Chanel, eram parte do nosso uniforme”, relembra Donata Meirelles).

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Agora, a mule vem sendo revivida tanto na versão clássica quanto reimaginada por jovens grifes. Peça-chave nas coleções atuais de marcas como a nova-iorquina Mansur Gavriel e a italiana Attico, se firma como o sapato mais quente para atualizar o look neste inverno, seja no dia a dia ou em produções de festa.

Está nos looks de fashionistas de fora e daqui, como Amanda Cassou, que, na manhã de lançamento da marca própria do Gallerist (e-commerce que comanda ao lado das três irmãs), em março passado, apostou em um vestido mídi preto e branco combinado a mule de veludo preto com salto bloco. “Usaria esse vestido em uma festa. Com a mule mais pesada, ele funciona para o dia”, diz Amanda.

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O segredo para adotar o sapato da maneira mais cool possível é justamente criar esse jogo de opostos: seguindo a mesma lógica, quanto mais delicado o modelo, mais descontraído deve ser o look. As versões de cetim com aplicações de cristais assinadas por Manolo Blahnik e Roger Vivier podem ser a cara do seu little black dress – mas fazem bonito mesmo é com jeans e t-shirt à luz do sol.

Usada também para pontuar as calças com o comprimento na canela, a mule de salto bloco e frente entrelaçada, mais pesada e esportiva, ainda é ótimo complemento para quem quer quebrar o coté sexy de minissaias, mas não abre mão do salto alto – ela pode ser usada inclusive com meia-calça, outra peça que divide opiniões e é tendência da estação.

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Já as mules mais clássicas, com bico e salto finos, são modernizadas com estampas e materiais especiais – Paul Andrew apostou em um jacquard com flores abstratas; Altuzarra, na padronagem pied-de-poule.

Agora, se seu pior pesadelo é relembrar o terrível efeito clap-clap causado ao andar com os modelos dos anos 90, saiba que a mule do século 21 aparece menos cavada, portanto mais firme no pé. Ufa!

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