Emoções positivas protegem o coração

Segundo estudo, isso pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos

Redação, iG São Paulo | 24/02/2010 16:57

 

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Foto: Getty Images/Photodisc Ampliar

Alegria: proteção contra doenças cardiovasculares

Pessoas naturalmente felizes são menos propensas a desenvolver doenças cardíacas afirmou um grande estudo divulgado este mês. Os autores da pesquisa, publicada na maior revista de cardiologia da Europa, o European Heart Journal, defendem que seu trabalho é o primeiro a demonstrar de forma tão indepentente a relação entre emoções positivas e doença cardiovascular.

Segundo Karina Davidson, a autora principal da pesquisa, embora se trate de um estudo observacional, os resultados sugerem ser possível ajudar a prevenir doenças cardíacas estimulando pensamentos e emoções positivas nas pessoas. A médica argumentou, no entanto, que ainda é prematuro fazer qualquer recomendação sem testes clínicos que investiguem de forma mais aprofundada o tema.

“Precisamos desesperadamente de pesquisas clínicas nesse campo. Se mais testes confirmarem nossos resultados, isso será muito importante para orientar médicos e pacientes sobre como melhorar sua saúde” disse Karina, que é diretora do Centro para Saúde Comportamental Cardiovascular do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Karen e seus colegas acompanharam 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres) que participaram, em 1995, de um levantamento sobre saúde na região da Nova Escócia, no Canadá. No início do estudo, enfermeiros treinados avaliaram o risco dos participantes de desenvolver doenças cardíacas e, de posse de uma auto-avaliação de cada paciente e de uma avaliação clínica feita por médicos, mediram os sintomas de depressão, hostilidade, ansiedade e o grau de expressão de emoções positivas, que é conhecido como afeto positivo – a experiência de emoções agradáveis, como alegria, felicidade, emoção, entusiasmo e contentamento. Estes sentimentos podem ser transitórios, mas são geralmente estáveis, como um traço de personalidade, particularmente na vida adulta.

Durante um período de 10 anos, os pesquisadores mediram o afeto positivo dos participantes usando uma escala de cinco pontos – variando de “nenhum” a “extremo” – e constataram que o aumento do afeto positivo previu um menor risco de doença cardíaca em 22% por ponto na escala de expressão de emoções. Simplificando, pacientes sem afeto positivo tinham um risco 22% superior de sofrer angina e ataques cardíacos em relação aos que tinham escores pequenos na escala de afeto positivo. Estes por sua vez, tinham 22% mais risco de doença cardíaca do que os que tinham escores medianos na escala.

Fonte: http://delas.ig.com.br/

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