Jean Paul Gaultier celebra liberdade do corpo e do punk no Verão 2011

Não é a primeira e provavelmente não será a última vez que Jean Paul Gaultier coloca mulheres de manequins diferentes em sua passarela. Em seu desfile, porém, as “modelos” chamadas “plus size” vestem realmente numerações maiores (acredite, a top Lara Stone não usa manequim 38 destes de loja como as mulheres de verdade e Crystal Renn, a “gordinha” escolhida por Lagerfeld para o seu desfile de “resort”, é gordinha só no reino das anoréxicas) . São garotas que se orgulham do próprio corpo, como a cantora Beth Ditto, que abriu a apresentação do estilista na noite deste sábado (2-10), no prédio do ateliê de Gaultier, onde são mostradas todas as coleções do designer.

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Além de Ditto, outras mulheres com curvas diferentes do padrão das modelos foram convocadas a apresentar o Verão 2011 do designer com perfume de lingerie, rendas em meias e detalhes de tops, ombros triangulares estruturados em jaquetas curtas e justas e espírito punk no cabelo, nos coturnos, nas sobreposições feitas de maneira pretensamente aleatória e no espírito transgressor, ainda que “de boutique”.
 

Transparências (já citadas como tendência da temporada) apareceram em malhas de tule, em rendas e em meias-arrastão, usadas também como segunda pele ou como tomara-que-caia, por cima da camisa branca. O vermelho envernizado foi visto em botas, no colete curto e também no conjunto de calça e jaqueta de couro. A estampa floral saiu dos vestidos ajustados por cintos e apareceu na forma de flores enfeitando alguns looks. Os listrados estilo “marinheiro” clássicos de Gaultier pontua este universo rebelde e fetichista, em blusas e calças.

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No final do desfile, Gaultier sauda a plateia e sua musa da vez, Betty Ditto, parecendo genuinamente feliz por vestir a cantora da banda “Gossip” e deixá-la de fato bonita e com atitude.

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